Busquei você e ouvi desculpas
Esfarrapadas, cansadas,
Sem paciência para continuar teatralizando mentiras fajutas
Levantando sua bola, beleza, esperteza e egolizando seus sonhos
Procurei as tábuas que mantinham em pé nossos restos de amor verdadeiro
Barracas e barracos desiguais, desconjugados, mas práticos e usuais
Felizes, inesquecíveis...
As tábuas, madeiras e cenários caíram
Todos caímos
Só restarão visões plenas, abertas, de céu sem montanhas
Do que realmente foi e ficou
Apertei os plásticos dos botões
Que me informavam os metros perto de vc
E eles nunca funcionavam
Senti sua presença, seu corpo, sua alma
Vasculhei cada quilômetro, cada centímetro de visão nebulosa e distante
Não encontrei mais o sonar da tua voz dissonante
Da tua cara falsa e sublime
Do teu andar divagante
Tentei recobrar sentimentos, descobrir sentidos
Encontrei ainda mais esconderijos e cavernas
Quero ir para o campo limpo, sem barracas, tábuas, plásticos, botôes e sonares
Que precisem manter um amor verdadeiro
segunda-feira, 30 de junho de 2014
domingo, 29 de junho de 2014
PASSADO PRESENTE
Não sei o que escrever, mas preciso. Queria tanto esquecer aquela pessoa, mas por que é tão difícil?! Fim de semana passado foi bacana. Encontrei o Patrick, um antigo namorado de minha mãe, que me ajudou muito quando eu era adolescente. Fui pra Fan Fest, Bar Mambembe (que não conhecia e curti muito), Lupus Beer (onde revi a Skolástica!), e terminei a noite no Órbita, encontrando várias pessoas bacanas, uma vibe massa.
Casa cheia de turistas, pessoas bonitas, e presenciei uma briga inusitada de Patrick e sua mulher - nove anos de relação. Em certo momento, quando fui pegar uma bebida e voltei, eles estavam separados. Um em cada canto. Fui lá e juntei os dois. Primeiro abracei a mulher, ela chorou. Quando ela chorou, puxei o Patrick. Me lembrei de várias brigas com Carlos. Aliás, é difícil não lembrar dele em qualquer ocasião.
Conheci algumas pessoas esta semana. Saí mais com um deles. Mas todos, lembro do Carlos. Uma prisão mental! Um inferno! Queria muito esquecer, mas como?! Uma merda.
Sexta encontrei com ele. Na frente do curso de inglês, que é próximo da minha casa. Não aguento mais viver sem ele, parece drama, mas vou superar.
Passei o fim de semana com o Raul, pessoa bacana. Fomos ao Ideal Clube nesse sábado, ver o jogo. Muita gente bonita, cerva gelada, energia boa. Domingo fui para o mar, praia. Que as ondas levem essa memória tão presente de uma das pessoas que mais amei na vida.
Casa cheia de turistas, pessoas bonitas, e presenciei uma briga inusitada de Patrick e sua mulher - nove anos de relação. Em certo momento, quando fui pegar uma bebida e voltei, eles estavam separados. Um em cada canto. Fui lá e juntei os dois. Primeiro abracei a mulher, ela chorou. Quando ela chorou, puxei o Patrick. Me lembrei de várias brigas com Carlos. Aliás, é difícil não lembrar dele em qualquer ocasião.
Conheci algumas pessoas esta semana. Saí mais com um deles. Mas todos, lembro do Carlos. Uma prisão mental! Um inferno! Queria muito esquecer, mas como?! Uma merda.
Sexta encontrei com ele. Na frente do curso de inglês, que é próximo da minha casa. Não aguento mais viver sem ele, parece drama, mas vou superar.
Passei o fim de semana com o Raul, pessoa bacana. Fomos ao Ideal Clube nesse sábado, ver o jogo. Muita gente bonita, cerva gelada, energia boa. Domingo fui para o mar, praia. Que as ondas levem essa memória tão presente de uma das pessoas que mais amei na vida.
quinta-feira, 26 de junho de 2014
iNTACTO
Dias passaram, de luz e som, brilho e magia.
Magia do caminhar, do continuar
Seguir na sombra do próximo passo
O otimismo entubado de escuridão
Magia do caminhar, do continuar
Seguir na sombra do próximo passo
O otimismo entubado de escuridão
domingo, 22 de junho de 2014
terça-feira, 17 de junho de 2014
EXTREMOS
Exagerado, jogado aos seus pés... Desde criança sempre quis ser independente. Desde os 10 anos que fiz um jornalzinho do meu prédio, botava um amigo para vender nos 88 apartamentos daquele edifício da Gávea um semanal que me dava aquele dinheiro para comprar sorvete, ir no cinema.... Não gostava de depender do dinheiro de um pai que não era meu. Inventei rádio pirata, locadora pirata e comecei a fazer festas infantis desde os 12 anos, até começar a morar sozinho com 15 anos e pagar minhas contas, meus estudos, sozinho, desde os 16. Olhava minha felicidade nessa época como a minha independência - depender de quem quer que seja era uma coisa ruim.
E fui conseguindo a independência tão desejada, mesmo depois de voltar a morar em Fortaleza. Esse ápice de "felicidade independente" foi me cansando, pois no final, todos somos dependentes, ninguém mora numa ilha deserta. Quando somos crianças, adolescentes, com mães, irmãos, família ao redor, querendo ditar como deve ser nossa vida, a independência total é um "mar de rosas". Mas essas e tantas outras "rosas" murcham com o tempo, e esse prazer de ser independente, acabou resultando em isolamento, um princípio de solidão.
Depois dos 20 anos, independente, fui atrás de ser feliz de outra forma: encontrando alguém para mim, a "metade da laranja", aquela pessoa pra dividir todos os momentos, para ajudar e ser ajudado, para surpreender e encontrar aquele AMOR sólido que está em livros, filmes e, em alguns casos, na vida real. Fui feliz com diversas pessoas, vivi relações tão intensamente quanto o ápice do começo da minha independência. Cada pessoa que passou era a felicidade plena.... até a infelicidade completa, no fim do relacionamento. Foram raríssimos os casos que não me enterrei numa tristeza profunda no fim de algum namoro.
Hoje estava observando outras coisas. Uma pessoa que conheço, que esperava a felicidade plena na sua carreira de trabalho, até ver desmoronar tudo com uma doença que paralisou suas atividades. Outra que só ficou feliz em sair do Brasil - e agora está lá reclamando de tudo e sem aquela "felicidade" esperada. Esses extremos da vida, essa vontade que temos de ser feliz intensamente, o tempo todo, talvez nos atrapalhe, não nos deixe dar valor às coisas mais simples, que nos fazem bem. E é esse exagero, esses extremos, que tento fugir de alguma forma agora.
Sim, porque, mesmo uma relação, um trabalho, nossa saúde, A VIDA, nada é para sempre. A vida na Terra... porque, para mim, que tenho fé em Deus, acredito que as coisas continuam sim. E continuarei a tentar ter essa felicidade plena, mas não jogando as minhas expectativas apenas em únicos objetivos, comigo ou com alguém. Adoro um amor inventado, como Cazuza, mas o amor verdadeiro é muito melhor. E entre ser enganado, e ficar suportando, prefiro causar um tumulto, mesmo que eu fique mal logo em seguida - mas evito um sofrimento pior no futuro. Não é nada pensando, nenhuma estratégia. É por osmose mesmo.
Prefiro causar um sofrimento verdadeiro do que viver uma felicidade falsa. Tem pessoas que pulam fora da minha vida, porque não conseguem, nem nunca conseguirão, enganar o tempo todo, nem suportarão o tumulto que sempre irei causar quando tentarem me fazer mal.
Continuarei a minha vida sem tantos extremos, pois podemos escolher vários caminhos, mas o nosso destino pertence a Jesus Cristo, e é isso que eu acredito, sempre acreditei, e sempre acreditarei. Obrigado meu Deus por mais esse dia!
E fui conseguindo a independência tão desejada, mesmo depois de voltar a morar em Fortaleza. Esse ápice de "felicidade independente" foi me cansando, pois no final, todos somos dependentes, ninguém mora numa ilha deserta. Quando somos crianças, adolescentes, com mães, irmãos, família ao redor, querendo ditar como deve ser nossa vida, a independência total é um "mar de rosas". Mas essas e tantas outras "rosas" murcham com o tempo, e esse prazer de ser independente, acabou resultando em isolamento, um princípio de solidão.
Depois dos 20 anos, independente, fui atrás de ser feliz de outra forma: encontrando alguém para mim, a "metade da laranja", aquela pessoa pra dividir todos os momentos, para ajudar e ser ajudado, para surpreender e encontrar aquele AMOR sólido que está em livros, filmes e, em alguns casos, na vida real. Fui feliz com diversas pessoas, vivi relações tão intensamente quanto o ápice do começo da minha independência. Cada pessoa que passou era a felicidade plena.... até a infelicidade completa, no fim do relacionamento. Foram raríssimos os casos que não me enterrei numa tristeza profunda no fim de algum namoro.
Hoje estava observando outras coisas. Uma pessoa que conheço, que esperava a felicidade plena na sua carreira de trabalho, até ver desmoronar tudo com uma doença que paralisou suas atividades. Outra que só ficou feliz em sair do Brasil - e agora está lá reclamando de tudo e sem aquela "felicidade" esperada. Esses extremos da vida, essa vontade que temos de ser feliz intensamente, o tempo todo, talvez nos atrapalhe, não nos deixe dar valor às coisas mais simples, que nos fazem bem. E é esse exagero, esses extremos, que tento fugir de alguma forma agora.
Sim, porque, mesmo uma relação, um trabalho, nossa saúde, A VIDA, nada é para sempre. A vida na Terra... porque, para mim, que tenho fé em Deus, acredito que as coisas continuam sim. E continuarei a tentar ter essa felicidade plena, mas não jogando as minhas expectativas apenas em únicos objetivos, comigo ou com alguém. Adoro um amor inventado, como Cazuza, mas o amor verdadeiro é muito melhor. E entre ser enganado, e ficar suportando, prefiro causar um tumulto, mesmo que eu fique mal logo em seguida - mas evito um sofrimento pior no futuro. Não é nada pensando, nenhuma estratégia. É por osmose mesmo.
Prefiro causar um sofrimento verdadeiro do que viver uma felicidade falsa. Tem pessoas que pulam fora da minha vida, porque não conseguem, nem nunca conseguirão, enganar o tempo todo, nem suportarão o tumulto que sempre irei causar quando tentarem me fazer mal.
Continuarei a minha vida sem tantos extremos, pois podemos escolher vários caminhos, mas o nosso destino pertence a Jesus Cristo, e é isso que eu acredito, sempre acreditei, e sempre acreditarei. Obrigado meu Deus por mais esse dia!
segunda-feira, 16 de junho de 2014
ENCONTROS E DESENCONTROS
Difícil continuar postando aqui todos os dias, como eu queria, mas tentarei manter uma certa regularidade... por mim mesmo, pela prática de escrever e porque adoro ler muito tempo depois o que escrevi na época, meus pensamentos, meus sentimentos, minhas emoções.
Insistir e perseverar é um dos meus "defeitos", e além de aprimorar algumas coisas aqui, quero reiniciar um outro blog, de ficção, que já havia começado, e em breve tentarei reativá-lo.
A semana passada marcou o reinício dos trabalhos depois das férias, me reacostumando a enviar de 5 a 10 matérias feitas ou editadas, de segunda a sexta, para o jornal. Olhar e responder e emails e atender alguns telefonemas foram alguns dos hábitos que tentei perder no mês de descanso, mas que mantenho há 18 anos. É sempre bom poder mostrar no Jornal O Estado e no Divirta-CE um pouco da imensa quantidade de informações que recebo, mas queria muito ter um "patrocínio" que me desse um novo "estagiário".
Não, não é esse tipo de "estágiário"... alguém que possa me incentivar, um novo trabalho, um novo amor, ou um ajudante mesmo, querendo dividir aprendizagens. Ou mesmo uma empresa que queira utilizar tantas fontes que coleciono.
No decorrer da semana, algumas pessoas que viviam me "cucutando" virtualmente, uns interessantes, outros nem tanto, foram conversando e marcando algo comigo. Me senti naqueles filmes americanos, onde solteirões balzaquianos vão conhecendo pretendentes, dos mais estranhos, aos mais virtuosos.
No final, o que rola muito, principalmente vindo da internet, é o chamado "fast-sex". E mesmo que eu precise, volta e meia, "trocar o óleo", não estava muito afim... Curto a vida a dois, e era isso que eu sentia falta naquele momento: conhecer alguém especial, que fosse se aproximando aos poucos, vivendo momentos únicos, criando intimidade. Mas, para isso acontecer, precisa rolar aquela "quimica". E isso não é fácil, tem que haver interesse dos dois - "interesses metafísicos".
As pessoas hoje em dia se acostumaram a viver naquela disputa vaidosa do "quem é o melhor", correndo contra o tempo, o envelhecimento, querendo adquirir músculos, trabalhos, diplomas e admiradores. E essa "disputa" que se transformou a vida, além de tornar as pessoas masi egocêntricas, fica cada vez mais difícel ter relações com pessoas que já estão acostumados a viverem pra si mesmas - é como coloquei no Facebook esta semana, no Dia dos Namorados: "é muito amor próprio para pouco amor ao próximo".
Conheci um fisioterapeuta bombadão que nunca imaginaria rolar química. Não curto bombados. Mas até que bombou! Hehehehehe
Outro foi estudante, que já não aguento mais. Não quero mais meninos pra criar. Quem sabe uma menina?! hehehehehehehehe Mas me empolguei com ele também, bebi sexta e sábado, me diverti, curti com os amigos que moram comigo e os gringos que estou recebendo aqui em casa, fui a praia, fiquei queimadinho...Pena que, em alguns dias, tornei a ligar pro além. E o além dizia: "acabou, Felipe". Fui até a faculdade dele, pra encontrar, ver. A saudade era maior do que qualquer coisa, e é difícil se acostumar que a pessoa que mais convivia simplesmente "morreu"... Me senti um idiota, não encontrei ele. Mas depois de ver duas mil pessoas indo ao estádio Castelão, "só para ver" se tinha alguma "possibilidade", de abrirem os portões do estádio e todos assistirem ao treino dos nossos jogadores de futebol, percebi que existem motivos de amor bem menores que os meus para tentar sair do desencontro.
AQUI VAI UM POEMA DE UM CARA QUE CURTI, CAIO CARMACHO
ESTE LADO PARA CIMA
não se deixe enganar caro leitor,
para ler este poema é necessário
CUIDADO
muito cuidado
sua arquitetura branca e
FRÁGIL
pode não impressionar no princípio
afinal, para compreendê-lo a fundo é preciso
familiaridade e um manual prático
para interpretação de tipos
porque nem toda surpresa vem embrulhada
em papel de presente
nem toda surpresa
inclui pilhas
nem toda surpresa
chega lacrada com um
cartão: de: para:
que nem todo entregador não
consiga violá-la
porque o poema, caro leitor,
é um eterno convite
conteúdo que cabe
numa embalagem que se abre
Insistir e perseverar é um dos meus "defeitos", e além de aprimorar algumas coisas aqui, quero reiniciar um outro blog, de ficção, que já havia começado, e em breve tentarei reativá-lo.
A semana passada marcou o reinício dos trabalhos depois das férias, me reacostumando a enviar de 5 a 10 matérias feitas ou editadas, de segunda a sexta, para o jornal. Olhar e responder e emails e atender alguns telefonemas foram alguns dos hábitos que tentei perder no mês de descanso, mas que mantenho há 18 anos. É sempre bom poder mostrar no Jornal O Estado e no Divirta-CE um pouco da imensa quantidade de informações que recebo, mas queria muito ter um "patrocínio" que me desse um novo "estagiário".
Não, não é esse tipo de "estágiário"... alguém que possa me incentivar, um novo trabalho, um novo amor, ou um ajudante mesmo, querendo dividir aprendizagens. Ou mesmo uma empresa que queira utilizar tantas fontes que coleciono.
No decorrer da semana, algumas pessoas que viviam me "cucutando" virtualmente, uns interessantes, outros nem tanto, foram conversando e marcando algo comigo. Me senti naqueles filmes americanos, onde solteirões balzaquianos vão conhecendo pretendentes, dos mais estranhos, aos mais virtuosos.
No final, o que rola muito, principalmente vindo da internet, é o chamado "fast-sex". E mesmo que eu precise, volta e meia, "trocar o óleo", não estava muito afim... Curto a vida a dois, e era isso que eu sentia falta naquele momento: conhecer alguém especial, que fosse se aproximando aos poucos, vivendo momentos únicos, criando intimidade. Mas, para isso acontecer, precisa rolar aquela "quimica". E isso não é fácil, tem que haver interesse dos dois - "interesses metafísicos".
As pessoas hoje em dia se acostumaram a viver naquela disputa vaidosa do "quem é o melhor", correndo contra o tempo, o envelhecimento, querendo adquirir músculos, trabalhos, diplomas e admiradores. E essa "disputa" que se transformou a vida, além de tornar as pessoas masi egocêntricas, fica cada vez mais difícel ter relações com pessoas que já estão acostumados a viverem pra si mesmas - é como coloquei no Facebook esta semana, no Dia dos Namorados: "é muito amor próprio para pouco amor ao próximo".
Conheci um fisioterapeuta bombadão que nunca imaginaria rolar química. Não curto bombados. Mas até que bombou! Hehehehehe
Outro foi estudante, que já não aguento mais. Não quero mais meninos pra criar. Quem sabe uma menina?! hehehehehehehehe Mas me empolguei com ele também, bebi sexta e sábado, me diverti, curti com os amigos que moram comigo e os gringos que estou recebendo aqui em casa, fui a praia, fiquei queimadinho...Pena que, em alguns dias, tornei a ligar pro além. E o além dizia: "acabou, Felipe". Fui até a faculdade dele, pra encontrar, ver. A saudade era maior do que qualquer coisa, e é difícil se acostumar que a pessoa que mais convivia simplesmente "morreu"... Me senti um idiota, não encontrei ele. Mas depois de ver duas mil pessoas indo ao estádio Castelão, "só para ver" se tinha alguma "possibilidade", de abrirem os portões do estádio e todos assistirem ao treino dos nossos jogadores de futebol, percebi que existem motivos de amor bem menores que os meus para tentar sair do desencontro.
AQUI VAI UM POEMA DE UM CARA QUE CURTI, CAIO CARMACHO
ESTE LADO PARA CIMA
não se deixe enganar caro leitor,
para ler este poema é necessário
CUIDADO
muito cuidado
sua arquitetura branca e
FRÁGIL
pode não impressionar no princípio
afinal, para compreendê-lo a fundo é preciso
familiaridade e um manual prático
para interpretação de tipos
porque nem toda surpresa vem embrulhada
em papel de presente
nem toda surpresa
inclui pilhas
nem toda surpresa
chega lacrada com um
cartão: de: para:
que nem todo entregador não
consiga violá-la
porque o poema, caro leitor,
é um eterno convite
conteúdo que cabe
numa embalagem que se abre
segunda-feira, 9 de junho de 2014
NADA COMO UM DIA APÓS O OUTRO
Meu fim de semana estava lá. Segundo sem ele, mais uma vez perdido, querendo me encontrar. Não sei, mas acho que me jogo em abismo infinito quando uma relação termina... e vou tentando encontrar o caminho de volta - mas não tem volta! Eu já caí no abismo! Ele dizia que isso era ser boderline, na psicologia. Será que sou assim?
Não me prendo a rótulos, aliás, minha primeira vontade era ter relação com mulher, já que estava cansado de adotar gays novos para ajudá-los a se encontrarem na vida. E depois que se encontram, não precisavam mais de mim. Mas estaria sendo radical, idiota, egocêntrico e rídiculo se eu pensasse que todas as minhas relações foram isso. Não foram. Foram amores verdadeiros, pessoas importantes, especiais, que passaram na minha vida, e me deixaram marcas. Alguns são meus amigos até hoje, outros nem tanto. Mas todos foram especiais em seu devido momento.
E amigos são especiais também, e foi isso que decidi curtir, mesmo ligando váarias vezes para ele, e ficando várias vezes triste ao dia: meus amigos, minha vida, meus momentos bons e conhecer pessoas - um talento e um prazer que tenho desde sempre. Na sexta foi inesquecível ver Supla numa casa noturna praticamente vazia. Até fumar unzinho e passar a bola para alguns da plateia, o querido Supla fez. E esses shows, para poucos e bons, é que são mesmo inesquecíveis. Reencontrei Jack (Jacaré), um artista plástico que tem casa ali ao lado da House of Sensations, que trabalhou comigo na Mystical, fazendo máscaras e outras intervenções na boate. Ele estava logo na porta da HOS com Carlão do Crato, um radialista mutcho louco, e com um dos "sócios" do local que eu nem conhecia, Paulo Benevides. Jack é um grande artista, já viajou o mundo, a maior obra artística de rua de Ibiza é dele. E me chamou para passar uns dias na casa dele de Guaramiranga... aaaa Guaramiranga! Como seria bom! Tomamos algumas cervas na porta, rimos bastante de algumas histórias, e entramos na casa quase vazia, onde conheci o som de uma banda que já tinha ouvido muito falar: Leite de Rosas e os Alfazemas. Eles fazem uma versão rock dos clássicos do cancioneiro brega. Entrei com aquela minha tristeza de estar numa casa vazia, sem aquela pessoa, e um coração vazio, ouvindo "Não está sendo fácil". Achei que seria um martírio essa noite. Mas acabou que não foi! Pirei, adorei as bandas, fiz fotos de gente bonita, e reencontrei um cara que fez parte de um treinamento que eu fazia no Acquaville Resort, quando eu era coordenador de OPC! Fiz vídeo irados do show do Supla! Ele convidou a galera pra subir no palco e acompanhar o show dele e do irmão de pertinho, e a banda Brothers of Brazil tem um repertório do caralho! Foi uma noite emocionante.
Voltei pensando, às vezes até conversando, bêbado, com ele, mesmo não estando ao meu lado. Me lembro de dizer "Está vendo o que você perdeu? Queria tanto estar ao seu lado"... e ligava, ligava. Liguei o fim de semana todo, pra casa, pro celular, que ele me bloqueou... feito um abestado! No sábado, após chegar 5h da manhã mutcho louco, acordei 14h. Fiz algumas coisas do blog e fui a Praia do Futuro. Queria dar um mergulho, e chegando lá, a primeira barraca que vejo, era aquela que eu sempre estava com ele, almoçando: Água na Boca. Entrei, pedi para um cara que estava bebendo sozinho que segurasse minhas coisas, para eu dar um mergulho. Rezei, agradeci a Deus pela minha vida, e chorei pensando na carinha dele de felicidade quando mergulhava. Sim, porque, quase toda vez que ele vinha a praia comigo, ele não gostava muito de mergulhar. E eu pertubava, até ele cair na água, e quando entrava no mar, abria um sorrisão de criança, que me deixava imensamente feliz.
Quando volto do mar, o cara abre um sorriso, e pergunta: "Mas já voltou? O mar estava ruim?". E percebo que ele estava chorando também. Começamos um papo que nem me lembro direito como começou. Ele era hétero, 30 e poucos anos, gerente de vendas de uma empresa, tinha terminado um casamento de sete anos, já estava com outra... conversamos muito. Sobre as minúcias de uma relação amorosa, sobre nossas vidas, sobre o apoio que, nós dois, estranhos, acabamos nos dando com a conversa. Falei que após tantos gays, nem pensaria duas vezes em ter relação com alguma mulher moderna, que quisesse construir algo, ter filhos. Pouca gente acredita, mas me amarro em mulher... infelizmente, elas são muuuito complicadas e a maioria delas se amarra mesmo é em dinheiro! O ideal seria um casal - casamento a três! kkkkkkk Ficamos amigos e saímos muito doidos da praia, de noite, e acabei nem indo ao lançamento da revista que eu iria, pois já tinha chegado tarde da praia, queria ver o espetáculo Cazuza.
Chegando no Cazuza, sozinho, cansado, bêbado e triste ainda, não aguentei as primeiras músicas, e fui embora. dormi o domingo todo. Acordei novo de novo na segunda. Não queria mais ir atrás dele, nem ligar pra ele. Espero que Deus tenha me dado mesmo essa redenção, e acabado com esse amor. Hoje meu dia foi ótimo e não teve quase nenhuma tristeza. Um dos meus melhores amigos passou lá em casa, conversamos, rimos a tarde toda, eu trabalhei, fomos a inauguração de um restaurante e ao lançamento do Festival do Camarão. E sempre conversando com amigos, pessoas interessadas... o problema é que, como falei para um que me chamou a atenção, a cada relação ficamos mais exigentes. Mas, nada como um dia após o outro, uma conversa após a outra....
Não me prendo a rótulos, aliás, minha primeira vontade era ter relação com mulher, já que estava cansado de adotar gays novos para ajudá-los a se encontrarem na vida. E depois que se encontram, não precisavam mais de mim. Mas estaria sendo radical, idiota, egocêntrico e rídiculo se eu pensasse que todas as minhas relações foram isso. Não foram. Foram amores verdadeiros, pessoas importantes, especiais, que passaram na minha vida, e me deixaram marcas. Alguns são meus amigos até hoje, outros nem tanto. Mas todos foram especiais em seu devido momento.
E amigos são especiais também, e foi isso que decidi curtir, mesmo ligando váarias vezes para ele, e ficando várias vezes triste ao dia: meus amigos, minha vida, meus momentos bons e conhecer pessoas - um talento e um prazer que tenho desde sempre. Na sexta foi inesquecível ver Supla numa casa noturna praticamente vazia. Até fumar unzinho e passar a bola para alguns da plateia, o querido Supla fez. E esses shows, para poucos e bons, é que são mesmo inesquecíveis. Reencontrei Jack (Jacaré), um artista plástico que tem casa ali ao lado da House of Sensations, que trabalhou comigo na Mystical, fazendo máscaras e outras intervenções na boate. Ele estava logo na porta da HOS com Carlão do Crato, um radialista mutcho louco, e com um dos "sócios" do local que eu nem conhecia, Paulo Benevides. Jack é um grande artista, já viajou o mundo, a maior obra artística de rua de Ibiza é dele. E me chamou para passar uns dias na casa dele de Guaramiranga... aaaa Guaramiranga! Como seria bom! Tomamos algumas cervas na porta, rimos bastante de algumas histórias, e entramos na casa quase vazia, onde conheci o som de uma banda que já tinha ouvido muito falar: Leite de Rosas e os Alfazemas. Eles fazem uma versão rock dos clássicos do cancioneiro brega. Entrei com aquela minha tristeza de estar numa casa vazia, sem aquela pessoa, e um coração vazio, ouvindo "Não está sendo fácil". Achei que seria um martírio essa noite. Mas acabou que não foi! Pirei, adorei as bandas, fiz fotos de gente bonita, e reencontrei um cara que fez parte de um treinamento que eu fazia no Acquaville Resort, quando eu era coordenador de OPC! Fiz vídeo irados do show do Supla! Ele convidou a galera pra subir no palco e acompanhar o show dele e do irmão de pertinho, e a banda Brothers of Brazil tem um repertório do caralho! Foi uma noite emocionante.
Voltei pensando, às vezes até conversando, bêbado, com ele, mesmo não estando ao meu lado. Me lembro de dizer "Está vendo o que você perdeu? Queria tanto estar ao seu lado"... e ligava, ligava. Liguei o fim de semana todo, pra casa, pro celular, que ele me bloqueou... feito um abestado! No sábado, após chegar 5h da manhã mutcho louco, acordei 14h. Fiz algumas coisas do blog e fui a Praia do Futuro. Queria dar um mergulho, e chegando lá, a primeira barraca que vejo, era aquela que eu sempre estava com ele, almoçando: Água na Boca. Entrei, pedi para um cara que estava bebendo sozinho que segurasse minhas coisas, para eu dar um mergulho. Rezei, agradeci a Deus pela minha vida, e chorei pensando na carinha dele de felicidade quando mergulhava. Sim, porque, quase toda vez que ele vinha a praia comigo, ele não gostava muito de mergulhar. E eu pertubava, até ele cair na água, e quando entrava no mar, abria um sorrisão de criança, que me deixava imensamente feliz.
Quando volto do mar, o cara abre um sorriso, e pergunta: "Mas já voltou? O mar estava ruim?". E percebo que ele estava chorando também. Começamos um papo que nem me lembro direito como começou. Ele era hétero, 30 e poucos anos, gerente de vendas de uma empresa, tinha terminado um casamento de sete anos, já estava com outra... conversamos muito. Sobre as minúcias de uma relação amorosa, sobre nossas vidas, sobre o apoio que, nós dois, estranhos, acabamos nos dando com a conversa. Falei que após tantos gays, nem pensaria duas vezes em ter relação com alguma mulher moderna, que quisesse construir algo, ter filhos. Pouca gente acredita, mas me amarro em mulher... infelizmente, elas são muuuito complicadas e a maioria delas se amarra mesmo é em dinheiro! O ideal seria um casal - casamento a três! kkkkkkk Ficamos amigos e saímos muito doidos da praia, de noite, e acabei nem indo ao lançamento da revista que eu iria, pois já tinha chegado tarde da praia, queria ver o espetáculo Cazuza.
Chegando no Cazuza, sozinho, cansado, bêbado e triste ainda, não aguentei as primeiras músicas, e fui embora. dormi o domingo todo. Acordei novo de novo na segunda. Não queria mais ir atrás dele, nem ligar pra ele. Espero que Deus tenha me dado mesmo essa redenção, e acabado com esse amor. Hoje meu dia foi ótimo e não teve quase nenhuma tristeza. Um dos meus melhores amigos passou lá em casa, conversamos, rimos a tarde toda, eu trabalhei, fomos a inauguração de um restaurante e ao lançamento do Festival do Camarão. E sempre conversando com amigos, pessoas interessadas... o problema é que, como falei para um que me chamou a atenção, a cada relação ficamos mais exigentes. Mas, nada como um dia após o outro, uma conversa após a outra....
sexta-feira, 6 de junho de 2014
QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA
Acordei triste, mas vou ficar bem. Sempre fico. Queria ter dormido mais. Mas voltei a trabalhar, tenho que entregar as matérias de segunda. Acordei com uma chuvarada, cortina aberta, fechei a janela. Acordei ligando pra pessoa que quer morrer pra mim. Pra quê insistir nisso?
Vamos ao cinema, a praia, ao Cazuza e ao Supla. Ver amigos e gastar essa energia com coisa boa, que é melhor.
Vamos ao cinema, a praia, ao Cazuza e ao Supla. Ver amigos e gastar essa energia com coisa boa, que é melhor.
quinta-feira, 5 de junho de 2014
AMAR É CAFONA HOJE EM DIA
Esse negócio de amor é coisa de gente imatura, meio cafona. Amar demais então, uma grande besteira hoje em dia! Mas eu sou cafona. E tô sofrendo. Tirei minhas lamúrias do Facebook e coloquei aqui agora. Não consigo parar de pensar na pessoa que eu falava todo dia, e dormia junto quase todo dia. Não é fácil para alguém como eu.
Como diria aquela música bem bregona, "não está sendo fácil". Me interno no pior dos meus infernos para tentar esquecer, parar de pensar nele. E mesmo assim, consigo por pouco tempo. Às vezes dá vontade de matar... de raiva quem me faz sofrer. Às vezes ligo sem parar, mesmo bloqueado. Às vezes dá vontade de morrer... para ver se notam a sua ausência. Coisa de gente fraca, situação meio patética a minha.
Infelizmente sou assim. Vivi esses dois anos e dois meses intensamente, e estou sofrendo a ausência dele da mesma forma. Foram momentos únicos com uma pessoa que amei demais. Por mais que minha amiga me alerte que ele não deve estar nem pensando em mim, e me faça chorar, eu continuo amando. De qualquer forma esse não foi único amor, já superei outros. O problema é que sempre espero aquele "amor pra sempre", que não existe. Ou existe? Não sei. Só espero que o amor bata a minha porta de novo, e que esse não seja o último sofrimento. Ruim é viver uma vida vazia, sem amor.
Como diria aquela música bem bregona, "não está sendo fácil". Me interno no pior dos meus infernos para tentar esquecer, parar de pensar nele. E mesmo assim, consigo por pouco tempo. Às vezes dá vontade de matar... de raiva quem me faz sofrer. Às vezes ligo sem parar, mesmo bloqueado. Às vezes dá vontade de morrer... para ver se notam a sua ausência. Coisa de gente fraca, situação meio patética a minha.
Infelizmente sou assim. Vivi esses dois anos e dois meses intensamente, e estou sofrendo a ausência dele da mesma forma. Foram momentos únicos com uma pessoa que amei demais. Por mais que minha amiga me alerte que ele não deve estar nem pensando em mim, e me faça chorar, eu continuo amando. De qualquer forma esse não foi único amor, já superei outros. O problema é que sempre espero aquele "amor pra sempre", que não existe. Ou existe? Não sei. Só espero que o amor bata a minha porta de novo, e que esse não seja o último sofrimento. Ruim é viver uma vida vazia, sem amor.
quarta-feira, 4 de junho de 2014
FUGIR DO QUE AMO
Não existe fuga. Mas a verdade é que acordo chorando, pensando naquele porra. Mas tenho que trabalhar. O dia vai ser longo. Uma paixão de intervalo, aquelas pessoas que gostamos entre um namoro e outro, me procurou. Não sei se quero alguém, algo, agora.
Queria fugir, para um lugar distante. O pior que amo o que eu faço. Mas tudo lembra ele. Qualquer música, qualquer situação, qualquer coisa. Mas vou superar. Daqui a pouco entrevisto o protagonista do musical Cazuza. Amo o que faço, mas minha vontade de entrevistar hoje é a mesma que o Cazuza tinha de ser entrevistado...
Ainda falta arrumar meu quarto, marcar um encanador para ajeitar mais um vazamento do apartamento, pegar minhas correspondências no jornal. Queria ter dormido mais. Fugir não é para mim, é para covardes. Vamos lá enfrentar a guerra, avalanche de emails e pessoas me ligando, tentar me distrair.
A droga real não é nem a que usamos para tentar esquecer ou fugir. A droga real é a que enfrentamos para tentar não chorar em alguns momentos. Essa droga que nos faz chorar é a pior de todas. Chega de desabafos. Até porque, não estou mais sozinho aqui. Ou nunca estive. E mesmo sozinho, eu enfrento o que for preciso.
Não existe lugar para fugir, nem em Burgdoff...
Queria fugir, para um lugar distante. O pior que amo o que eu faço. Mas tudo lembra ele. Qualquer música, qualquer situação, qualquer coisa. Mas vou superar. Daqui a pouco entrevisto o protagonista do musical Cazuza. Amo o que faço, mas minha vontade de entrevistar hoje é a mesma que o Cazuza tinha de ser entrevistado...
Ainda falta arrumar meu quarto, marcar um encanador para ajeitar mais um vazamento do apartamento, pegar minhas correspondências no jornal. Queria ter dormido mais. Fugir não é para mim, é para covardes. Vamos lá enfrentar a guerra, avalanche de emails e pessoas me ligando, tentar me distrair.
A droga real não é nem a que usamos para tentar esquecer ou fugir. A droga real é a que enfrentamos para tentar não chorar em alguns momentos. Essa droga que nos faz chorar é a pior de todas. Chega de desabafos. Até porque, não estou mais sozinho aqui. Ou nunca estive. E mesmo sozinho, eu enfrento o que for preciso.
Não existe lugar para fugir, nem em Burgdoff...
terça-feira, 3 de junho de 2014
NÃO HÁ TEMPO PARA A TRISTEZA...
.... VAMOS TRABALHAR! Acordar pensando em quem se ama, mas que não existe mais, é foda! Na vida não podemos dar tempo para a tristeza. Por isso decidi que meu dia seria puxado hoje. Começando algumas entrevistas para voltar a publicar no jornal esta semana. Me sinto privilegiado das pessoas me procurarem pra entrevistas com Supla, Samuel Rosa de uma banda que adoro, Skank, Fagner, o maior artista do Ceará, e tantos outros que já passaram por minhas perguntas como Vera Fischer, Cacá Diegues, Patrícia Pillar, Ana Carolina, Simone, Reginaldo Rossi, Fábio Jr., Elza Soares, Bebel Gilberto, Chico César, Marcelo Jeneci, Sandy, Claudia Raia, Fernanda Abreu, Chico Science, Angela Roro, Mano Chao, Karim Ainouz, Yamandu Costa, Matheus Nachtergaele, Jorge Vercillo, Dionne Warwick, Carlos Casagrande, Evandro Mesquita, Camila Pitanga, SkyBlue do LMFAO, Sandra de Sá.... apenas os que passaram na minha cabeça agora... são tantas personalidades.... são muuuuitos que admiro e tive o privilégio de conversar, conhecer e publicar algo sobre uma música, uma peça de teatro, um filme... alguns até que já se foram!
Muitos amigos cearenses, artistas, produtores, pessoas da TV, como o escritor Carlos Emílio Correia, Daniel Peixoto, Artur Menezes, Lucinha Menezes, Téti, Rodger Rogério, Francis Vale, Dan, Nayra Costa, Dane de Jade, Franzé Santos, Ricardo Kelmer, Marcelo Santiago, Kazane, Marcus Lessa, Paulo Diógenes, Claudio Silveira, Fagner, Isaac Cândido, Gang da Cidade... e mais chefs de cozinha, estilistas, pessoas anônimas, desconhecidas, são muitos os indivíduos que já "interpelei" com minhas perguntas, às vezes chatas, outras ótimas, umas inteligentes e outras confusas! E muitos são os espaços publicados, no DIVIRTA-CE, no Jornal O Estado, no site do Jornal, no canal do Youtube, na revista Exotic, na rádio FM 100. Espaços que podem ser vistos e revistos até hoje com a internet.
Outro prazer imenso é de fotografar no meu dia a dia, principalmente fazendo coberturas de festas e vídeos com alguns flagras. Não precisa ter muita tecnologia pra isso. Basta apenas saber aproveitar o momento certo. E ter criatividade em ângulos e situações que você registrar. Se você não tiver o feeling, não adianta ter a máquina mais poderosa da temporada.
Acho meu talento, meu trabalho, um privilégio. Me reconhecer como pessoa de comunicação desde criança é muito bom, brincando de apresentar jornal, fazendo jornal de prédio, vindo de férias nos anos 80 a Fortaleza e convivendo com toda o funcionamento do jornal O Estado, desde a revelação de fotos, naquelas salinhas vermelhas e escuras, até a impressão na máquina de linotipo. A cada viagem eram máquinas mais modernas. Depois entrei no jornal e estou nele há 18 anos.
E depois fazendo serviços de assessoria para restaurantes como Lancelot, eventos como Festival Internacional de Dança, sendo Dj em bares lendários como Over Point, fazendo o marketing e gerenciando a boate Mystical, onde trabalhei durante cinco anos. Cada trabalho era um prazer que me dedicava de corpo e alma. Também teve, lá no começo, desde os 13 anos, no Rio de Janeiro trabalhando com festas infantis durante sete anos, me sustentando já aos 15, uma conquista imensa em cumprir horários, conseguir ter responsabilidade, sem a ajuda de família, e independência financeira. Depois estudando Publicidade, e me mudando para Fortaleza.
Tenho orgulho sim da minha trajetória, de ter trabalhado com time share no Aqcuaville Resort, me dedicando três anos sendo pesquisador, OPC (Outside Public Contac) e coordenador de OPC, ter feito até vendas da Amway nos anos 90, inventado uma locadora pirata aos 12 anos, uma rádio pirata aos 11.
Meu trabalho, o que gosto de fazer, não me deixa ficar triste. Por isso é ele, esse prazer de escrever, comunicar, informar, contar, falar, conhecer pessoas e histórias, que devo dedicar meu tempo. O amor fica pra depois. Mas vai ser difícil na hora que desconectar de tudo, e ficar sozinho, comigo mesmo. E lembrar daquela companhia, daquele corpo ao seu lado, daquela pessoa. Mas isso passa.
Muitos amigos cearenses, artistas, produtores, pessoas da TV, como o escritor Carlos Emílio Correia, Daniel Peixoto, Artur Menezes, Lucinha Menezes, Téti, Rodger Rogério, Francis Vale, Dan, Nayra Costa, Dane de Jade, Franzé Santos, Ricardo Kelmer, Marcelo Santiago, Kazane, Marcus Lessa, Paulo Diógenes, Claudio Silveira, Fagner, Isaac Cândido, Gang da Cidade... e mais chefs de cozinha, estilistas, pessoas anônimas, desconhecidas, são muitos os indivíduos que já "interpelei" com minhas perguntas, às vezes chatas, outras ótimas, umas inteligentes e outras confusas! E muitos são os espaços publicados, no DIVIRTA-CE, no Jornal O Estado, no site do Jornal, no canal do Youtube, na revista Exotic, na rádio FM 100. Espaços que podem ser vistos e revistos até hoje com a internet.
Outro prazer imenso é de fotografar no meu dia a dia, principalmente fazendo coberturas de festas e vídeos com alguns flagras. Não precisa ter muita tecnologia pra isso. Basta apenas saber aproveitar o momento certo. E ter criatividade em ângulos e situações que você registrar. Se você não tiver o feeling, não adianta ter a máquina mais poderosa da temporada.
Acho meu talento, meu trabalho, um privilégio. Me reconhecer como pessoa de comunicação desde criança é muito bom, brincando de apresentar jornal, fazendo jornal de prédio, vindo de férias nos anos 80 a Fortaleza e convivendo com toda o funcionamento do jornal O Estado, desde a revelação de fotos, naquelas salinhas vermelhas e escuras, até a impressão na máquina de linotipo. A cada viagem eram máquinas mais modernas. Depois entrei no jornal e estou nele há 18 anos.
E depois fazendo serviços de assessoria para restaurantes como Lancelot, eventos como Festival Internacional de Dança, sendo Dj em bares lendários como Over Point, fazendo o marketing e gerenciando a boate Mystical, onde trabalhei durante cinco anos. Cada trabalho era um prazer que me dedicava de corpo e alma. Também teve, lá no começo, desde os 13 anos, no Rio de Janeiro trabalhando com festas infantis durante sete anos, me sustentando já aos 15, uma conquista imensa em cumprir horários, conseguir ter responsabilidade, sem a ajuda de família, e independência financeira. Depois estudando Publicidade, e me mudando para Fortaleza.
Tenho orgulho sim da minha trajetória, de ter trabalhado com time share no Aqcuaville Resort, me dedicando três anos sendo pesquisador, OPC (Outside Public Contac) e coordenador de OPC, ter feito até vendas da Amway nos anos 90, inventado uma locadora pirata aos 12 anos, uma rádio pirata aos 11.
Meu trabalho, o que gosto de fazer, não me deixa ficar triste. Por isso é ele, esse prazer de escrever, comunicar, informar, contar, falar, conhecer pessoas e histórias, que devo dedicar meu tempo. O amor fica pra depois. Mas vai ser difícil na hora que desconectar de tudo, e ficar sozinho, comigo mesmo. E lembrar daquela companhia, daquele corpo ao seu lado, daquela pessoa. Mas isso passa.
segunda-feira, 2 de junho de 2014
AMOR
Difícil conviver com a dor da paixão. De amar o impossível. Uma realidade diferente, que não existe. Mas o amor é isso: esse ufanismo de acreditar no inatingível. De querer encontrar aquele reencontro. De recomeçar sempre começando do nada.
Amar é isso. É perdoar, é conseguir esquecer todas as mágoas, todos os erros, todos os sofrimentos. E na paixão, existe o amor.
Espero que Deus me perdoe pelos meus erros. Mas amei demais, e isso é foda! Um dia reencontro esse sentimento, com um cultivo mais próspero, mais proeminente, mais seguro. Sem corroer minha alma com a paixão dilacerante do amor. Apenas amando.
Amar é isso. É perdoar, é conseguir esquecer todas as mágoas, todos os erros, todos os sofrimentos. E na paixão, existe o amor.
Espero que Deus me perdoe pelos meus erros. Mas amei demais, e isso é foda! Um dia reencontro esse sentimento, com um cultivo mais próspero, mais proeminente, mais seguro. Sem corroer minha alma com a paixão dilacerante do amor. Apenas amando.
ESCREVER
Escrever para ninguém. Escrever para relaxar. Para tentar encontrar uma forma de ficar bem. Escrever para se divertir. Escrever para digerir uma situação. Escrevo agora, porque queria muito que minha vida fosse só escrever desse jeito. Sem querer ser escritor, apenas escrever.
Encontrar a dose certa, da sensibilidade do momento. Reler dois, cinco anos depois o que você escreveu, sem censura moral, cortes de pensamento. Rir do passado, e chorar ao se emocionar de ler o que você escreveu.
Escrevo para mim, aqui nesse blog. Escrevo para conseguir prosseguir, nessa difícil missão de escrever sem escrever. De informar, de editar. Editar a vida, no pouco tempo que acabamos encontrando para escrever. Como queria ser como aqueles escritores vagabundos do século 17, 18, aqueles poetas que deram sua vida boêmia a apenas ler e escrever.
Esse tempo onde o dinheiro era importante, mas não era tudo na vida. Onde a vaidade só dava para ser desenvolvida ao vivo, olho no olho, cara a cara. Sem máscaras virtuais, escrevíamos para deixar nossas impressões de nós mesmos, eu penso. Mesmo que eu não tenha vivido naquela época.
Às vezes me teletransporto para esse "mundo" que crio. E é assim que me divirto com essa vida. Sonhando o impossível: viver apenas para escrever. O resto vem depois. E assim será.
Encontrar a dose certa, da sensibilidade do momento. Reler dois, cinco anos depois o que você escreveu, sem censura moral, cortes de pensamento. Rir do passado, e chorar ao se emocionar de ler o que você escreveu.
Escrevo para mim, aqui nesse blog. Escrevo para conseguir prosseguir, nessa difícil missão de escrever sem escrever. De informar, de editar. Editar a vida, no pouco tempo que acabamos encontrando para escrever. Como queria ser como aqueles escritores vagabundos do século 17, 18, aqueles poetas que deram sua vida boêmia a apenas ler e escrever.
Esse tempo onde o dinheiro era importante, mas não era tudo na vida. Onde a vaidade só dava para ser desenvolvida ao vivo, olho no olho, cara a cara. Sem máscaras virtuais, escrevíamos para deixar nossas impressões de nós mesmos, eu penso. Mesmo que eu não tenha vivido naquela época.
Às vezes me teletransporto para esse "mundo" que crio. E é assim que me divirto com essa vida. Sonhando o impossível: viver apenas para escrever. O resto vem depois. E assim será.
MEMÓRIAS
Memórias que não saem da cabeça. Lembranças que apertam o coração. A dor de peceber um tempo que não volta. Uma pessoa que pode até existir, mas não faz mais parte do seu caminho. Tantas importantes, que hoje são apenas ontem. Mas a vida é essa colcha de retalho de memórias.
Memórias, intercalada de desejos, de repetições, de não-repetições, de conformidades. A vida atual é tão destrutiva, que às vezes preferimos as memórias. Memórias de quando nos bastávamos sozinhos, porque queríamos muito ser independentes. A solidão não era aquele assombro. O amor por outro existia, mas não desenvolvia.
Eis que paixão, amor ou seja lá qual for a solidão, no final, tudo são memórias. Boas, ruins, sem importância. Hoje olho minha timeline, e não tenho vontade de desabafar com ninguém. Apenas escrevo, sobre essa importância. As memórias, as pessoas, as coisas, as situações que já passaram. E que hoje, para novas pessoas, novas coisas e novas situações que virão, não farão sentido algum. Ficam apenas guardadas nas minhas memórias, nos meus sentimentos e no meu coração. As minhas memórias.
Memórias, intercalada de desejos, de repetições, de não-repetições, de conformidades. A vida atual é tão destrutiva, que às vezes preferimos as memórias. Memórias de quando nos bastávamos sozinhos, porque queríamos muito ser independentes. A solidão não era aquele assombro. O amor por outro existia, mas não desenvolvia.
Eis que paixão, amor ou seja lá qual for a solidão, no final, tudo são memórias. Boas, ruins, sem importância. Hoje olho minha timeline, e não tenho vontade de desabafar com ninguém. Apenas escrevo, sobre essa importância. As memórias, as pessoas, as coisas, as situações que já passaram. E que hoje, para novas pessoas, novas coisas e novas situações que virão, não farão sentido algum. Ficam apenas guardadas nas minhas memórias, nos meus sentimentos e no meu coração. As minhas memórias.
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