segunda-feira, 30 de junho de 2014

DESCULPAS DESMORONADAS

Busquei você e ouvi desculpas
Esfarrapadas, cansadas,
Sem paciência para continuar teatralizando mentiras fajutas 
Levantando sua bola, beleza, esperteza e egolizando seus sonhos
Procurei as tábuas que mantinham em pé nossos restos de amor verdadeiro
Barracas e barracos desiguais, desconjugados, mas práticos e usuais
Felizes, inesquecíveis...
As tábuas, madeiras e cenários caíram
Todos caímos
Só restarão visões plenas, abertas, de céu sem montanhas
Do que realmente foi e ficou
Apertei os plásticos dos botões
Que me informavam os metros perto de vc
E eles nunca funcionavam
Senti sua presença, seu corpo, sua alma
Vasculhei cada quilômetro, cada centímetro de visão nebulosa e distante
Não encontrei mais o sonar da tua voz dissonante
Da tua cara falsa e sublime
Do teu andar divagante
Tentei recobrar sentimentos, descobrir sentidos
Encontrei ainda mais esconderijos e cavernas
Quero ir para o campo limpo, sem barracas, tábuas, plásticos, botôes e sonares
Que precisem manter um amor verdadeiro



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