Escrever para ninguém. Escrever para relaxar. Para tentar encontrar uma forma de ficar bem. Escrever para se divertir. Escrever para digerir uma situação. Escrevo agora, porque queria muito que minha vida fosse só escrever desse jeito. Sem querer ser escritor, apenas escrever.
Encontrar a dose certa, da sensibilidade do momento. Reler dois, cinco anos depois o que você escreveu, sem censura moral, cortes de pensamento. Rir do passado, e chorar ao se emocionar de ler o que você escreveu.
Escrevo para mim, aqui nesse blog. Escrevo para conseguir prosseguir, nessa difícil missão de escrever sem escrever. De informar, de editar. Editar a vida, no pouco tempo que acabamos encontrando para escrever. Como queria ser como aqueles escritores vagabundos do século 17, 18, aqueles poetas que deram sua vida boêmia a apenas ler e escrever.
Esse tempo onde o dinheiro era importante, mas não era tudo na vida. Onde a vaidade só dava para ser desenvolvida ao vivo, olho no olho, cara a cara. Sem máscaras virtuais, escrevíamos para deixar nossas impressões de nós mesmos, eu penso. Mesmo que eu não tenha vivido naquela época.
Às vezes me teletransporto para esse "mundo" que crio. E é assim que me divirto com essa vida. Sonhando o impossível: viver apenas para escrever. O resto vem depois. E assim será.
segunda-feira, 2 de junho de 2014
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